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15
Out
07

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

O estudo de imagens de ressonância magnética funcional utiliza um íman para recolher sinais procedentes do sangue oxigenado e pode mostrar a actividade cerebral mediante aumentos no fluxo de sangue local. O ultra-som Doppler Duplex e a arteriografia são duas técnicas de imagens de diagnóstico utilizadas para decidir se uma pessoa beneficiaria de um procedimento cirúrgico chamado endarterectomía carótida.  

Esta cirurgia se utiliza para eliminar depósitos gordurosos das artérias carótidas e pode ajudar a evitar um AVC (VOU TRATAR NA PARTE CIRURGICA MUITO BREVEMENTE DADA A COMPLEXIDADE E TECNICIDADE QUE SÓ TEM INTERESSE AOS COLEGAS E ESSA É FEITA NOS CONGRESSOS DA ESPECIALIDADE). 

O ultra-som Doppler é uma prova não invasiva, que não produz dor, em que se enviam ao pescoço ondas sonoras acima da gama que permite escutar o ouvido humano. Os ecos do sangue em movimento e do tecido na artéria podem converter-se numa imagem. O ultra-som é rápido, sem dor, livre de risco e relativamente pouco custoso em comparação com a angiografia de ressonância magnética e a arteriografia. Mas o ultra-som não se considera tão exacto como a arteriografia. A arteriografia é uma radiografia da artéria carótida tomada quando se injecta na artéria, uma tinta (prefiro usar esse nome que contraste para compreensão) especial.  

O procedimento tem o seu próprio risco ainda que pequeno, que é o de ocasionar um AVC (CUIDADO DE NOVO NESTE PONTO) e é custoso de realizar. Os benefícios da arteriografia em comparação às técnicas de ressonância magnética e ao ultra-som são os de que é muito confiável e ainda segue sendo a melhor forma de medir a estenose das artérias carótidas. Mesmo assim, estão-se fazendo avanços significativos cada dia relacionados com as técnicas de imagens não invasivas, tais como as imagens de ressonância magnética funcional (DESENVOLVEREI NA ÁREA CIRÚRGICA). 

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

15
Out
07

DETERMINAÇÃO DA CAUSA DO AVC

Nós, médicos cardiologistas e neurologistas temos várias técnicas de diagnóstico e instrumentos ou equipamentos de imagens para ajudar a diagnosticar a causa de um AVC com rapidez e exactidão. O primeiro passo no diagnóstico é um breve exame neurológico. Quando um paciente chega a um hospital ou clínica apresentando sintomas de um possível AVC, um profissional da saúde, usualmente um médico ou uma enfermeira, perguntará ao paciente ou a um acompanhante que ocorreu, que você observou, e quando começaram os sintomas. Geralmente, se realizarão provas de sangue, um electrocardiograma e explorações de tomografia computadorizadas (CT). Uma prova que ajuda aos médicos a julgar a gravidade de um acidente cerebrovascular é a Escala de Acidente Cerebrovascular de NIH Normalizada. Os profissionais da saúde utilizam a dita escala para medir os deficits neurológicos do paciente pedindo-lhe que responda a perguntas e realize várias provas físicas e mentais. Outras escalas incluem a Escala de Coma de Glasgow, Escala de Hunt e Hess, Escala de Rankin Modificada e o Índice de Barthel. 

IMAGENS PARA O DIAGNOSTICO DE UM AVC AGUDO 

Usamos diferentes técnicas de diagnóstico de imagens para avaliar os pacientes que apresentam sintomas de AVC. O procedimento de imagens mais amplamente utilizado é o da exploração por tomografia computadorizada (CT). Conhecida também como exploração CAT ou tomografia axial computadorizada, esta cria uma série de imagens transversais da cabeça e do cérebro. Devido a que está imediatamente disponível a toda hora na maioria dos hospitais e clínicas principais e a que produz imagens com rapidez, a tomografia computadorizada é a técnica preferida para fazer o diagnóstico de um AVC agudo. A tomografia computadorizada também tem benefícios únicos em termos de diagnóstico. Descarta rapidamente uma hemorragia, pode mostrar ocasionalmente um tumor que pudesse apresentar sintomas similares a um AVC ou pode inclusive apresentar evidência de um enfarte precoce. Os enfartes aparecem geralmente numa exploração de tomografia computadorizada 6 a 8 horas depois da aparição dos sintomas do AVC. 

Se o AVC é ocasionado por uma hemorragia, uma tomografia computadorizada pode mostrar provas de hemorragia no cérebro quase imediatamente depois de que aparecem os sintomas do AVC. A hemorragia é a razão principal para evitar certos tratamentos a base de medicamentos, tais como a terapia trombolítica, o único tratamento comprovado para os AVC isquémicos agudos  

ATENÇÃO: 

SE TÊM COMETIDO ERROS FATAIS (DESENVOLVEREI QUANDO ABORDAR AS TERAPIAS CONTRA O AVC.) A terapia trombolítica não pode utilizar-se até que o médico cardiologista possa diagnosticar com segurança que o paciente sofreu um AVC isquémico devido ao facto de que este tratamento pode aumentar a hemorragia e pode piorar um AVC hemorrágico. 

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

15
Out
07

TIPOS DE AVC

Há duas formas de AVC: -        

AVC isquémico: quando há um bloqueio de um vaso que fornece sangue ao cérebro, e

- AVC hemorrágico: quando ocorre uma hemorragia no cérebro e ao redor.  

AVC ISQUÉMICO 

Um AVC isquémico ocorre quando uma artéria que fornece sangue ao cérebro fica bloqueada, reduzindo repentinamente, ou interrompendo o fluxo de sangue e, com o tempo, ocasionando um enfarte no cérebro.  

Aproximadamente 80% de todos os AVC`s são de tipo isquémico. Os coágulos de sangue são a causa mais comum de bloqueio arterial e de enfarte cerebral. O processo de coagulação é necessário e benéfico em todo o corpo pois, detém a hemorragia e permite consertar as áreas lesadas das artérias ou das veias.  

No entanto, quando os coágulos de sangue se formam no lugar incorrecto dentro de uma artéria, ocasionam uma lesão devastadora ao interferir com o fluxo normal de sangue. Os problemas de coagulação se tornam mais frequentes à medida que as pessoas avançam em idade.

Os coágulos de sangue podem ocasionar isquemia e enfarte de duas formas: Um coágulo que se forma numa parte do corpo fora do cérebro pode transferir-se através dos vasos sanguíneos e ficar prisioneiro numa artéria cerebral. Este coágulo livre denomina-se de embolo e com frequência se forma no coração. Um AVC ocasionado por um embolo se denomina de AVC embólico.  

A segunda classe de AVC isquémico, chamado de AVC trombótico, é ocasionada por uma trombose.  

Uma trombose é a formação de um coágulo de sangue numa das artérias cerebrais que permanece fixo à parede arterial até que aumenta de tamanho o suficiente para bloquear o fluxo de sangue ao cérebro. Os AVC`s isquémicos também podem ser ocasionados por estenoses, ou estreitamento de uma artéria devido à acumulação de uma placa (uma mistura de substâncias gordurosas, incluindo o colesterol e outros lípidos) e de coágulos de sangue ao longo da parede arterial. A estenose pode ocorrer tanto nas artérias grandes como nas pequenas e, por tanto, chama-se doença dos vasos grandes ou doença de vasos pequenos, respectivamente.  

Quando ocorre um AVC devido a uma doença de vasos pequenos, desenvolve-se um enfarte muito pequeno, chamados às vezes de enfarte lagunar, da palavra francesa “lacune” que significa “lagoa” ou “cavidade”. A doença dos vasos sanguíneos mais comum que ocasiona estenoses é a arteriosclerose. Na arteriosclerose, depósitos da placa se acumulam ao longo das paredes interiores das artérias grandes e médias, ocasionando um aumento na espessura, endurecimento e perda de elasticidade das paredes arteriais e uma redução no fluxo sanguíneo.  

O sangue procedente das artérias cerebrais destruídas pode passar à substância do cérebro ou aos diferentes espaços que rodeiam o cérebro. Uma hemorragia intracerebral ocorre quando um vaso sanguíneo dentro do cérebro derrama sangue no próprio cérebro.  

Hemorragia subaracnóide é a hemorragia sob as meninges ou membranas exteriores do cérebro ao espaço delgado cheio de fluido que rodeia o cérebro. O espaço subaracnóide separa a membrana aracnóide da membrana “pia mater” subjacente. Contém um líquido claro (fluido cérebro-espinal), bem como os vasos sanguíneos pequenos que fornecem sangue à superfície exterior do cérebro. Numa hemorragia subaracnóide, uma das pequenas artérias dentro do espaço subaracnóide se rompe, inundando de sangue a área e contaminando o fluido cérebro-espinal. Uma vez que o fluido cérebro-espinal flui através do crânio, dentro dos espaços do cérebro, a hemorragia subaracnóide pode conduzir a um extenso dano em todo o cérebro. De facto, a hemorragia subaracnóide é o mais mortal de todos os AVC`s.  

Um ataque isquémico transitório, chamado as vezes um “mini-avc” (conhecido em inglês como TIA), começa exactamente igual a um AVC mas depois é solucionado per si sem deixar sintomas ou deficits notáveis. A aparição de um ataque isquémico transitório é uma advertência de que a pessoa está submetida ao risco de sofrer um AVC mais grave e debilitante. Da cifra aproximada de 120.000 europeus que têm um ataque isquémico transitório cada ano, uma terceira parte, aproximadamente, sofrerá um AVC agudo em algum momento no futuro. A adição de outros factores de risco aumenta o risco da pessoa de sofrer um AVC recorrente. A duração média de um ataque isquémico transitório é uns quantos minutos. Em quase todos os ataques isquémicos transitórios, os sintomas desaparecem em cerca de 1 hora. 

AVC RECORRENTE 

O AVC recorrente é frequente e aproximadamente 25% das pessoas que se recuperam do primeiro AVC têm outro dentro de 5 anos. O AVC recorrente é um importante elemento que contribui para a incapacidade e morte por AVC. O risco de sofrer uma incapacidade severa ou morte por um AVC aumenta com cada AVC recorrente. O risco de sofrer um AVCr recorrente é maior, imediatamente depois de sofrer um destes episódios, e diminui com o decurso do tempo. Aproximadamente, 3% dos pacientes que sofrem um AVC terão outro AVC nos 30 dias a seguir ao primeiro. Uma terça parte dos AVC`s recorrentes ocorrerá dentro dos primeiros 2 anos após ocorrer o primeiro AVC. 

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

11
Out
07

O QUE É UM AVC?

Um AVC ocorre quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro se interrompe repentinamente ou quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, derramando sangue nos espaços que rodeiam as células cerebrais. Da mesma forma que se diz que uma pessoa que sofre uma perda de fluxo sanguíneo ao coração tem um ataque cardíaco, pode dizer-se que uma pessoa com uma perda de fluxo sanguíneo ao cérebro ou uma hemorragia repentina no cérebro tem um “ataque cerebral” ou sofre um AVC. As células cerebrais ficam lesadas quando deixam de receber oxigénio e nutrientes do sangue ou quando são destruídas por uma hemorragia repentina no cérebro e ao redor do mesmo.  Isquemia é o termo utilizado para descrever a perda de oxigénio e nutrientes nas células cerebrais quando não existe um fluxo adequado de sangue.

A isquemia conduz finalmente a um enfarte, a morte de células cerebrais que com o tempo são substituídas por uma cavidade cheia de fluido no cérebro lesado. 

Quando se interrompe o fluxo de sangue ao cérebro, algumas células cerebrais morrem imediatamente, enquanto outras permanecem submetidas ao risco de morrer. Estas células lesadas constituem a penumbra isquémica e podem permanecer num estado de risco por várias horas 

Com tratamento oportuno, estas células podem salvar-se. A penumbra isquémica tratarei, mais adiante. Ainda, quando um AVC ocorre nos lugares recônditos do cérebro, os sintomas do mesmo são fáceis de detectar. Entre estes figuram os seguintes: intumescimento ou debilidade repentina, especialmente num lado do corpo; confusão súbita ou problemas com o fala ou o entendimento; problemas imprevistos na vista em um ou ambos olhos; problemas repentinos no andar, tonturas ou perda de equilíbrio ou coordenação; ou uma dor de cabeça aguda e inesperada sem causa conhecida. 

Todos os sintomas do AVC aparecem repentinamente e, com frequência, há mais de um sintoma ao mesmo tempo. Portanto, o AVC pode usualmente distinguir-se de outras causas de tonturas ou dores de cabeça. Estes sintomas podem indicar que ocorreu um AVC e que se precisa imediatamente de atendimento médico.

Prof. Dr. Carlo Bourbon Parma

http://acidentevascularcerebral.tripod.com

11
Out
07

COMO SE RECONHECE UM AVC?

Os sintomas de um AVC aparecem repentinamente. Trate de detectar estes sintomas e esteja preparado para actuar com rapidez para ajudar-se a você mesmo ou para ajudar alguma pessoa que você encontre com:  

- Falta de sensação ou debilidade repentina na cara, o braço, ou a perna, especialmente num lado do corpo.

- Confusão repentina, ou problema ao falar ou compreender o que se fala.

- Problema repentino em ver por um ou por ambos olhos.

- Problema repentino ao caminhar, tonturas ou perda de equilíbrio ou de coordenação.

- Dor de cabeça aguda repentina sem causa conhecida.  Se você suspeita que alguém que conhece está experimentando qualquer destes sintomas indicadores de um AVC, não espere.  

CHAME IMEDIATAMENTE A EMERGÊNCIA MÉDICA 

Agora há terapias eficazes para tratar o AVC que devem administrar-se num hospital ou clínica, mas perdem sua eficácia se NÃO SE ADMINISTRAM NAS PRIMEIRAS 3 HORAS DEPOIS DE APARECER OS SINTOMAS DE UM AVC.  

POR FAVOR RECORDE CADA MINUTO CONTA PARA SALVAR A SUA VIDA OU DE OUTRA PESSOA NÃO TENHA MEDO DE AGIR 

NÃO TENHA MEDO DE APRENDER A CUIDAR DO SEU CORAÇÃO

Prof. Dr. Carlo Bourbon Parma

http://acidentevascularcerebral.tripod.com/




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